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Janeiro Branco



Quem cuida da mente? A vida pede saúde mental e equilíbrio.

Iniciamos mais um ano, um novo ciclo. Ao longo do primeiro mês do ano, geralmente, as pessoas sentem-se mais inspiradas a refletir sobre a vida, sobre as suas metas e resoluções para o ano que chegou, procuram dar sentido às suas relações e vivências, e desejam mais equilíbrio.


O mês de janeiro é bastante significativo, representando uma nova oportunidade para iniciar e fechar ciclos e, simbolicamente, ser como uma ”folha ou uma tela em branco” - temos a oportunidade de projetar, escrever novas histórias, sonhos e perspetivas sobre o futuro, sobre a vida!


Então porque não falar sobre a saúde mental, num mês tão simbólico?

Precisamos de falar e consciencializar a população mundial sobre a importância da construção de uma cultura pela saúde mental, sem tabus,, almejando uma humanidade mais saudável, e respeitadora da condição psicológica de todos.


O que é o Janeiro Branco?

O Janeiro Branco é um movimento social, desenvolvido por um grupo de psicólogos brasileiros, em 2014. Desde então, o movimento tem crescido e sido desenvolvido em vários locais no Brasil e no mundo, principalmente através de ações como: palestras, oficinas e políticas públicas que têm como principal objetivo promover a consciencialização sobre saúde mental, de janeiro a janeiro, com o lema “Quem cuida da mente, cuida da vida!”

Para falar sobre a saúde mental, precisamos de falar sobre saúde emocional e compreender qual o seu impacto nos nossos comportamentos, relações familiares e profissionais.


Conhece as suas emoções? Permite-se sentir?

Como é que as suas emoções variam ao longo do dia?

E como têm influenciado os seus comportamentos e sentimentos?

Os seres humanos experienciam várias emoções, cada pessoa poderá sentir as emoções de forma peculiar e com diferentes intensidades. Algumas emoções podem provocar reações físicas, como choro, tremores, respiração ofegante.

O autor Robert Plutchik, apresenta oito emoções: confiança, alegria, tristeza, medo, raiva, surpresa, aversão e antecipação, considerando-as emoções básicas e comuns aos seres humanos.


Quais destas emoções sente com maior frequência?

Considera alguma mais agradável ou desagradável de sentir?

Sabia que todas as emoções são importantes para nós, e que cada uma tem a sua função? Muitos de nós foram ensinados de que existem emoções boas e más. E, por isso, procuramos reprimir as emoções negativas, o que causa sofrimento e doença.

Precisamos de expressar as nossas emoções, assim como o significado da palavra emoção, que vem do latim, na palavra ex movere, que significa "mover para fora" ou "afastar-se". Este significado demonstra o sentido natural das emoções, e permite-nos refletir acerca do quanto podemos dar fluidez a cada uma delas, não no aspeto negativo, tentando fugir, mas de modo assertivo.


É de extrema importância poder nomear as emoções que sentimos, e identificar o nosso estado emocional, assim como as mudanças fisiológicas que acontecem no corpo. Compreender que as emoções são temporárias, que vêm e vão, como uma onda no mar.

Acima de tudo, compreender que os sentimentos são consequências das nossas interpretações, a partir da emoção experienciada.

Conhecer e gerir as emoções, é importante para manter a saúde mental. Deixamos algumas sugestões:

  • Respeite os seus limites, diga não!

  • Afaste-se de pessoas ou situações tóxicas;

  • Mantenha uma rotina saudável de sono, alimentação e a prática regular de atividade física;

  • Evite ou limite o uso de redes sociais;

  • Celebre as pequenas vitórias, estabeleça metas reais;

  • Sorria mais e aprecie estar na sua própria companhia;

  • Inspire-se, mas evite comparações com outras pessoas;

  • Faça terapia.

Agora é só colocar em prática!

Feliz 2023! E já sabe, não é? Quem cuida da mente, cuida da vida!


Referências

Goleman, D. (2012). Inteligência emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente, 2ª ed. Objetiva.

Fordham, B., Sugavanam, T., Edwards, K., Stallard, P., Howard, R., Das Nair, R., . . . Lamb, S. (2021). The evidence for cognitive behavioural therapy in any condition, population or context: A meta-review of systematic reviews and panoramic meta-analysis. Psychological Medicine, 51(1), 21-29. https://doi.org/10.1017/S0033291720005292